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30 de out de 2011

Seminário encerra com propostas para construção do Plano Municipal de Educação Ambiental


No último dia do Seminário Municipal de Educação Ambiental, nesta quinta feira, 27, vários grupos de trabalho discutiram propostas dentro de cinco eixos temáticos, levantando problemáticas e apontando estratégias para que estes problemas fossem sanados através da educação ambiental. “Vamos sair daqui com um Termo de Referência Participativa para a construção do Plano de Educação Ambiental, que será um grande avanço. Esse será criado com base na tentativa de solucionar os principais desafios para cada segmento e ver como a Educação Ambiental pode contribuir nesse processo. Não queríamos pegar os Planos nacional e estadual e trabalhar internamente, queremos isso que está acontecendo, ouvir as quatro ‘vozes’ do nosso município que são os indígenas, ribeirinhos, trabalhadores rurais e população urbana”, comenta Flávio Moraes, secretário municipal adjunto de Meio Ambiente.
   Eliane Suruí e Ubirantan Suruí, representantes indígenas falaram da questão de viver de forma sustentável e da importância de estar participando do seminário. ”Moramos na floresta e possuímos há dez anos a Associação Metareilá do povo Indígena Suruí que trabalha a sustentabilidade e a questão do reflorestamento”, conta Seminrio_Ambiental_97Ubiratan.  Já Eliane sobre o trabalho sustentável e a busca por viver de forma em que não agrida a natureza. “Esse seminário vai contribuir para que a população possa trabalhar e se desenvolver sem precisar desmatar e agredir a natureza, e também aproveitamos para trazer um pouco do trabalho da nossa tribo, artesanatos feitos pelas mulheres Suruí: colares, pulseiras, anéis, brincos, tipóias e panelas de barro, e Camila_68cestas”, acrescenta Eliane, que coordena o trabalho com mulheres.
   Camilla Azzi, coordenadora dos debates sobre Recursos Hídricos, Resíduos Sólidos, Saúde Pública e Meio Ambiente, Produção Sustentável, Sociobiodiversidade, explica que foram colocadas para os grupos perguntas norteadoras. “Foram formuladas perguntas que pudessem ajudar aos grupos, como por exemplo, que estratégias eles poderiam apontar para minimizar o problema encontrado dentro de cada região. Para a prefeitura é importante analisar dentro da realidade de cada distrito e eixo”, disse a coordenadora.
Produção sustentável
   Foram observadas as realidades dos territórios em Porto Velho e os desafios da produção como o transporte, capacitação das comunidades rurais, investimento por parte do poder público na assistência de produtores e a questão da comercialização para Seminrio_Ambiental_34capacitar associações fazendo com que haja um aumento da renda. Flávio Moraes, adjunto da Sema, presente nesta discussão esclareceu que as necessidades são muitas como, por exemplo, a capacitação de produtores rurais. “Necessitamos Seminrio_Ambiental_82atender de acordo com as especificidades de cada grupo, e capacitar só por capacitar não adianta, é necessário conseguir atingir o objetivo final que é contribuir, para que essa produção seja transportada, e quanto ao mercado, capacitar associações para evitar atravessadores”, conta Flávio Moraes.
Recursos hídricos
   O Grupo fez o levantamento da atual situação da cidade de Porto Velho e procurou alternativas para que houvesse melhorias. Alguns problemas Seminrio_Ambiental_43levantados foram a falta de infraestrutura na coleta de disposição final de efluentes que seriam águas pluviais e esgoto. As propostas seriam: uma política de coleta e tratamento ambiental de resíduos sólidos (lixo), a promoção de concursos para fiscais, pois a quantidade destes ainda é desproporcional ao tamanho do território Seminrio_Ambiental1a ser fiscalizado, e ainda a conscientização para a população sobre ocupação urbana, desperdício de água potável incluindo áreas de proteção, desperdício de lixo em locais impróprios e manter a educação ambiental como tema transversal nas escolas.
Resíduos Sólidos
   A coordenadora Maria Madalena Ferreira da Universidade Federal de Rondônia moderou a discussão sobre o lixo e sua destinação, Eco Pontos de materiais secos, úmidos e ainda de óleos como o de cozinha. Para Izabel 5Seminrio_Ambiental_20ssssCristina da Silva, analista ambiental, uma das propostas é elaborar uma campanha de conscientização para que a população separe o lixo, em função da melhoria da qualidade de vida e do meio Ambiente. “Queremos saber a melhor forma de destinar a coleta de lixo, de resíduos sólidos, para fundamentar diretrizes para o plano municipal de Educação Ambiental, promovendo assim, cidadania, educação e saúde pública”, disse Izabel.
Sociobiodiversidade
   A mediadora Ana Avelar refletiu juntamente com o grupo sobre o futuro dos moradores de Porto Velho e a mudança de hábitos. “Existe uma herança cultural e isto não podemos nos esquecer, também existem hábitos que devem ser mudados para que exista uma melhoria na questão ambiental e na saúde”, conta Ana.Edmar_53
   O grupo debateu sobre a agricultura familiar e em trabalhar para fazem com que a população conheça a biodiversidade existente na região amazônica de porto velho, na compreensão por parte da população sobre o real conceito de educação ambiental e no valorizar o meio ambiente o patrimônio e a identidade criando uma boa relação da população e poder público na questão ambiental.
   Para Edmar Freire Ferreira, coordenador da Ong Kanidé é necessário uma valorização dos saberes locais das culturas das diferentes populações que a cidade possui, como indígenas e ribeirinhos. “Precisamos que valorize a cultura Maeli_63das populações tradicionais e associe a pesquisa e estudos”, Edmar esclarece.
Saúde Pública e Meio Ambiente
   No debate sobre a saúde pública foi falado sobre a poluição sonora do município, dos principais problemas de saúde que a questão do meio ambiente envolve como a falta de saneamento básico, sobre a questão dos terrenos baldios com lixo que é um multiplicador de animais como rato, além de água parada e locais propícios a propagação de insetos e outros vetores que causam doenças.
   Maeli Ferreira da silva, chefe administrativa do Parque Natural de Porto Velho, conta que as propostas neste eixo são por uma formação conscientizadora. “Propomos criar grupos que possam capacitar sobre saúde e educação ambiental, orientar em escolas órgãos públicos e particulares e orientação sobre doenças causadas por animais peçonhentos, esta seria uma educação ambiental em conjunto da Sema com a secretaria municipal de Saúde através de agentes comunitários”, expôs Maeli Ferreira.

Fonte: 
http://www.portovelho.ro.gov.br