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30 de out. de 2011

Seminário encerra com propostas para construção do Plano Municipal de Educação Ambiental


No último dia do Seminário Municipal de Educação Ambiental, nesta quinta feira, 27, vários grupos de trabalho discutiram propostas dentro de cinco eixos temáticos, levantando problemáticas e apontando estratégias para que estes problemas fossem sanados através da educação ambiental. “Vamos sair daqui com um Termo de Referência Participativa para a construção do Plano de Educação Ambiental, que será um grande avanço. Esse será criado com base na tentativa de solucionar os principais desafios para cada segmento e ver como a Educação Ambiental pode contribuir nesse processo. Não queríamos pegar os Planos nacional e estadual e trabalhar internamente, queremos isso que está acontecendo, ouvir as quatro ‘vozes’ do nosso município que são os indígenas, ribeirinhos, trabalhadores rurais e população urbana”, comenta Flávio Moraes, secretário municipal adjunto de Meio Ambiente.
   Eliane Suruí e Ubirantan Suruí, representantes indígenas falaram da questão de viver de forma sustentável e da importância de estar participando do seminário. ”Moramos na floresta e possuímos há dez anos a Associação Metareilá do povo Indígena Suruí que trabalha a sustentabilidade e a questão do reflorestamento”, conta Seminrio_Ambiental_97Ubiratan.  Já Eliane sobre o trabalho sustentável e a busca por viver de forma em que não agrida a natureza. “Esse seminário vai contribuir para que a população possa trabalhar e se desenvolver sem precisar desmatar e agredir a natureza, e também aproveitamos para trazer um pouco do trabalho da nossa tribo, artesanatos feitos pelas mulheres Suruí: colares, pulseiras, anéis, brincos, tipóias e panelas de barro, e Camila_68cestas”, acrescenta Eliane, que coordena o trabalho com mulheres.
   Camilla Azzi, coordenadora dos debates sobre Recursos Hídricos, Resíduos Sólidos, Saúde Pública e Meio Ambiente, Produção Sustentável, Sociobiodiversidade, explica que foram colocadas para os grupos perguntas norteadoras. “Foram formuladas perguntas que pudessem ajudar aos grupos, como por exemplo, que estratégias eles poderiam apontar para minimizar o problema encontrado dentro de cada região. Para a prefeitura é importante analisar dentro da realidade de cada distrito e eixo”, disse a coordenadora.
Produção sustentável
   Foram observadas as realidades dos territórios em Porto Velho e os desafios da produção como o transporte, capacitação das comunidades rurais, investimento por parte do poder público na assistência de produtores e a questão da comercialização para Seminrio_Ambiental_34capacitar associações fazendo com que haja um aumento da renda. Flávio Moraes, adjunto da Sema, presente nesta discussão esclareceu que as necessidades são muitas como, por exemplo, a capacitação de produtores rurais. “Necessitamos Seminrio_Ambiental_82atender de acordo com as especificidades de cada grupo, e capacitar só por capacitar não adianta, é necessário conseguir atingir o objetivo final que é contribuir, para que essa produção seja transportada, e quanto ao mercado, capacitar associações para evitar atravessadores”, conta Flávio Moraes.
Recursos hídricos
   O Grupo fez o levantamento da atual situação da cidade de Porto Velho e procurou alternativas para que houvesse melhorias. Alguns problemas Seminrio_Ambiental_43levantados foram a falta de infraestrutura na coleta de disposição final de efluentes que seriam águas pluviais e esgoto. As propostas seriam: uma política de coleta e tratamento ambiental de resíduos sólidos (lixo), a promoção de concursos para fiscais, pois a quantidade destes ainda é desproporcional ao tamanho do território Seminrio_Ambiental1a ser fiscalizado, e ainda a conscientização para a população sobre ocupação urbana, desperdício de água potável incluindo áreas de proteção, desperdício de lixo em locais impróprios e manter a educação ambiental como tema transversal nas escolas.
Resíduos Sólidos
   A coordenadora Maria Madalena Ferreira da Universidade Federal de Rondônia moderou a discussão sobre o lixo e sua destinação, Eco Pontos de materiais secos, úmidos e ainda de óleos como o de cozinha. Para Izabel 5Seminrio_Ambiental_20ssssCristina da Silva, analista ambiental, uma das propostas é elaborar uma campanha de conscientização para que a população separe o lixo, em função da melhoria da qualidade de vida e do meio Ambiente. “Queremos saber a melhor forma de destinar a coleta de lixo, de resíduos sólidos, para fundamentar diretrizes para o plano municipal de Educação Ambiental, promovendo assim, cidadania, educação e saúde pública”, disse Izabel.
Sociobiodiversidade
   A mediadora Ana Avelar refletiu juntamente com o grupo sobre o futuro dos moradores de Porto Velho e a mudança de hábitos. “Existe uma herança cultural e isto não podemos nos esquecer, também existem hábitos que devem ser mudados para que exista uma melhoria na questão ambiental e na saúde”, conta Ana.Edmar_53
   O grupo debateu sobre a agricultura familiar e em trabalhar para fazem com que a população conheça a biodiversidade existente na região amazônica de porto velho, na compreensão por parte da população sobre o real conceito de educação ambiental e no valorizar o meio ambiente o patrimônio e a identidade criando uma boa relação da população e poder público na questão ambiental.
   Para Edmar Freire Ferreira, coordenador da Ong Kanidé é necessário uma valorização dos saberes locais das culturas das diferentes populações que a cidade possui, como indígenas e ribeirinhos. “Precisamos que valorize a cultura Maeli_63das populações tradicionais e associe a pesquisa e estudos”, Edmar esclarece.
Saúde Pública e Meio Ambiente
   No debate sobre a saúde pública foi falado sobre a poluição sonora do município, dos principais problemas de saúde que a questão do meio ambiente envolve como a falta de saneamento básico, sobre a questão dos terrenos baldios com lixo que é um multiplicador de animais como rato, além de água parada e locais propícios a propagação de insetos e outros vetores que causam doenças.
   Maeli Ferreira da silva, chefe administrativa do Parque Natural de Porto Velho, conta que as propostas neste eixo são por uma formação conscientizadora. “Propomos criar grupos que possam capacitar sobre saúde e educação ambiental, orientar em escolas órgãos públicos e particulares e orientação sobre doenças causadas por animais peçonhentos, esta seria uma educação ambiental em conjunto da Sema com a secretaria municipal de Saúde através de agentes comunitários”, expôs Maeli Ferreira.

Fonte: 
http://www.portovelho.ro.gov.br

21 de set. de 2011

Líder indígena Almir Surui discursa na Assembléia Geral da ONU

Chefes de Estado e de Governo dos 193 Países-Membros das Nações Unidas estão reunidos na sede da Organização, em Nova York, durante o debate geral anual da Assembleia Geral da ONU a partir desta quarta-feira, 21 de setembro. Como é tradição desde a primeira Assembleia Geral, que aconteceu em 1946, o Brasil abrirá o debate geral, que este ano terá como tema “O papel da mediação na solução de disputas por meios pacíficos”.
Três reuniões de alto nível também acontecerão na Sede da ONU em Nova York para marcar o início da 66ª Sessão da Assembleia Geral que encerra no dia 22 de setembro, com a presença dos Chefes de Estado e de Governo.
A primeira reunião de alto nível foi nos dois primeiros dias e tratou sobre a prevenção e o controle de doenças não transmissíveis em todo o mundo, especialmente dos desafios enfrentados pelos países em desenvolvimento.
A segunda reunião de alto nível teve como foco a desertificação, a degradação do solo e a seca no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, como preparação para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), agendada para junho de 2012.
Na ocasião o líder indígena Almir Suruí, falou sobre a pressão sobre as terras indígenas e os impactos da construção de hidrelétricas na Amazônia sobre os íindios isolados. "Em Rondônia nós temos um exemplo desse  impacto com a construção da Usina de Santo Antônio que atinge uma área onde temos regtistros de índios isolados", destacou Almir Suruí durante a reunião na ONU.
A terceira reunião de alto nível da Assembleia será realizada na quinta-feira, 22 de setembro, e vai celebrar o 10º aniversário da Declaração e do Programa de Ação de Durban – o projeto da comunidade internacional para ação na luta contra o racismo.

Fonte:http://www.rondoniaovivo.com

3 de ago. de 2011

Oficina de Hip Hop em Cacoal

Oficina de Grafitte
    A Fundação Cultural de Cacoal – FUNCCAL, com o apoio da Secretaria de Estado do  Esporte, Cultura e do Lazer – SECEL, promoveu a  organização de seis oficinas na área de Hip Hop, nos  final do mês de julho em Cacoal. As oficinas oferecidas foram: Grafitte, Dança de Rua, Produção de Rap, DJ, Vídeo Alternativo e Web Rádio. As oficinas foram realizadas nos dias 29, 30 e 31 de julho na Escola José de Almeida e Silva - no centro de Cacoal. E tendo como representante da Associação Metareilá do povo indígena Suruí,  os estagiários Ubiratan Suruí, Oyxiener Suruí, Luam Suruí  e Oytxepo Suruí. Destacando que os quatros indígenas estavam incluídos nas aulas de  GRAFITTE  com o orientador e praticante , Gaspar. tendo em vista  de modo geral, representando o povo Paiter Suruí, nesta oficina de Hip Hop que foi realizada em Cacoal.

24 de fev. de 2011

Secretário de Cultura do Estado de Rondônia, visita Maloca Digital

Na tarde de ontem, 23 de Fevereiro de 2011, Francisco Leilson (Chicão), Secretário de Cultura, Esporte e Lazer do Estado de Rondônia visita o ponto de cultura do Povo Suruí, Maloca Digital.

Na oportunidade Diretor de Comunicação, Ciência e Tecnologia, o Chicoepab Suruí recepciona o secretário, juntamente com a Presidente da Fundação Cultural de Cacoal, a Senhora Maria Lindomar dos Santos.

Foram apresentados programas culturais do Povo Suruí, baseado no Plano de Gestão Territorial de 50 anos da Terra Indígena Sete de Setembro.


Fonte: Associação Metareilá

10 de dez. de 2010

Povo Suruí lança primeiro fundo de carbono indígena


Apesar do pessimismo mundial frente à falta de acordos e compromissos dos países com o clima mundial, que antecedeu à 16° Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancún (México), algumas organizações não governamentais e entidades brasileiras vêem no evento uma excelente oportunidade de apresentar projetos de melhoria e soluções sustentáveis ao meio ambiente.
A Equipe de Conservação da Amazônia (ACT Brasil), a Forest Trends, o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Susutentável do Amazonas (Idesam), o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Associação de Defesa Etnoambiental (Kanindé), juntos com a Associação Metareilá dos Povos Indígenas Suruí lançaram na última sexta (3) o Fundo Carbono Suruí, projeto de desenvolvimento sustentável e fortalecimento cultural aos povos da Terra Indígena Sete de Setembro (RO).
A iniciativa faz parte do Projeto Carbono Suruí, desenvolvido desde 2007 pelas organizações, que tem por objetivo financiar atividades de proteção, fiscalização, produção sustentável e melhoria da capacidade local dos indígenas, a partir da comercialização de créditos de carbono. Como resultado espera-se a conservação ambiental e o fortalecimento cultural.
A criação do Fundo, feita por sugestão dos indígenas, permite o início da comercialização dos créditos e consequente benefícios às comunidades Suruís. Os indígenas serão os responsáveis pela gestão financeira e implantação do Plano de Gestão da Terra Indígena Sete de Setembro. Os recursos obtidos pela venda dos créditos de carbono e os provenientes de outras fontes serão parte integrantes do Fundo Suruí.
“É importante ressaltar que todo recurso financeiro obtido pelo projeto com a venda dos créditos de carbono será revertido para o povo Suruí e para a implementação do projeto. As organizações parceiras somente dão suporte técnico à realização do Carbono Suruí”, explica Ângelo Santos, coordenador de Mudanças Climáticas e Energia Limpa do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), responsável pelo desenho e desenvolvimento do Fundo Suruí e que também capacitará a comunidade para a implantação desse mecanismo.
O projeto utiliza duas formas de compensação de carbono de maior relevância: o desmatamento evitado e conservação por estoques de carbono, medido pela Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+); e o seqüestro de carbono, a partir do reflorestamento. “O lançamento do Fundo na COP-16 é muito propício no atual cenário mundial, ainda mais quando grande parte das discussões abordarão a implementação do REDD+ no Brasil e no mundo”, avalia Vasco van Roosmalen, presidente da Equipe de Conservação da Amazônia (ACT Brasil).
De acordo com o coordenador da Metareilá, Almir Suruí, o pagamento por serviços ambientais, especialmente a comercialização de créditos de carbono, representa uma alternativa nova e promissora para o povo Suruí. “Essa é a peça-chave do projeto que desde o seu início primou por um procedimento voltado à necessidade da comunidade Suruí de se apropriar dos conceitos e técnicas utilizados no mercado de carbono. Uma opção a mais para trazer novos rumos à gestão etnoambiental das terras indígenas”, avalia.

8 de dez. de 2010

Cacique Surui é porta voz da Amazônia na COP 16

O cacique Almir Suruí leu na COP 16, em Cancun, no México, a Carta de Porto Velho, documento composto pelos seminaristas no VIII Seminário Internacional de Sustentabilidade, realizado em Porto Velho em 22 e 23 de novembro últimos.
Almir vive na terra indígena Sete de Setembro, em Cacoal, Rondônia. É reconhecido internacionalmente por ter denunciado à Organização dos Estados Americanos (OEA), a exploração ilegal de madeira nas terras indígenas, por defender os direitos e a integridade dos índios Isolados e por lutar contra as hidrelétricas do rio Madeira que vão afetar Terras Indígenas.
“As mudanças climáticas estão afetando todo o planeta, mas se não pararmos o aquecimento, o mundo corre o risco de destruir a floresta amazônica, com sua biodiversidade incalculável de plantas, animais e peixes, não podemos permitir isso” disse Almir.
A carta de Porto Velho é um documento que manifesta a preocupação dos povos da Amazônia com o desmatamento e as queimadas ilegais. E se posiciona favoravelmente a criação do chamado CPMF Verde. Uma taxa que o sistema financeiro internacional deveria destinar para a pesquisa e o combate ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

17 de nov. de 2010

Projeto de Reflorestamento Pamine


 
Ibkaye esame esed sade pamine wa e

2005 ekao mim gambe-ey edena awenhaman ena ma e. Eebo tajena paĝara dana baga e, tajena iweman awekay ena e. Ete Ĝara de baga eka paladela pasoden aniin e, tajena iwenhan ena e. Eebo ena aje awemanhan epi tajena yepala ibkay apa bo gara de baga eka kapi ka iin, tajena ena e. Ena gamebe-ey emasoeman esed sade Metareila wa e, dena iwe kare maan etig mii ena e. Ete game-ey dena xariga ter ib ekay ena e, yara ma ibkaye ena te ĝara ma ibkaye ena e, paba pamalomiin wa yelena e.Ibkaye esame esadena maite ena paiter esade gara atig alade ewemi agara alawata eweyõ ena e.

(TRADUÇÃO EM PORTUGUÊS)
O projeto de reflorestamento do clã Gãmeb ( do povo indígena paiter Suruí )
iniciou-se em 2005 com o objetivo de reflorestar áreas desmatadas dentro do território da terra indígena 7 de setembro. O projeto esta sendo realizado com sucesso, para conseguir este objetivo, estamos buscando parcerias técnicas nas mais diversas áreas, com parceiros brasileiros e estrangeiros. Outro objetivo é disponibilizar mudas de arvores para serem plantadas junto aos colonos, fora do território indígena, inciando o projeto com o plantio ás margens dos igarapés e rios para recuperar a mata. O projeto também oferece capacitação para os indígenas, formando técnicos em agentes ambientais competentes para o processo de defesa e preservação do seu patrimônio território.

Mapimai festa da criação do mundo



Os suruis de Rondônia,conhecidos como  os ‘indíos cantores’ se autodenominam “paiter,” que quer dizer gente de verdade. Vivem na terra indígena sete de setembro ao norte do município de Cacoal, com uma população de aproximadamente 1.350 pessoas falantes da língua materna tupi-monde.
O Mapimaí é uma festa da cultura do povo Paiter Suruí. Essa manifestação é uma forma de uma valorização da cultura Paiter, podemos expressar que o Mapimaí é uma festa de comemoração da criação do mundo, e é uma forma de reconciliação e busca de equilíbrio entre homem, cultura e natureza.            
A festa do Mapimai é uma festa comemorando a criação do mundo. Os Suruí tem se dividido em quatro grupos, ou clãs, que são: Gãmeb, Gãbgir, Makor e Kaban. Os grupos dos Kabaney tem ficar longe, no outro lado dos grupos do Gãmeb, Gãbgir e emaor.A festa tem sido muito organizada pelos indígenas. Os três grupos oferecem a bebida, chamada xixa, para outros  grupo.
Essa festa faz parte da cultura do povo Paiter e é muito importante para o projeto de fortalecimento cultural do povo Suruí, reunindo os clãs Paiter Suruí e restabelecendo sua identidade cultural.


      Tradução para a língua tupi- monde:

MAPIMAI baga mawe de awe magã ewe.

 Surui-ey de Rondônia e ey sadana Mereweo-ey na ani e, ayab ey ja na PAITER ana e. Ayab ey sadana 7 de setenbro eka ana aní, Mato Grosso e maih anar abi koy, ete paiter katxer esadana 1.350.
Mapimai edena  arixá paiter esade amasoe mi ewe e. Mapimaí edena apin soe de ka paiter Sade arixá me magã iwe  matxor ewe ena e.
Eebo Paiterey esade na asarey itxa arixá:gameb, gabgir e makor. Ete kabaney Sade arixáme  esaba koderid asarey itxa ena . Ete arixáme esadena guya xiter awemaga ani e.
 
 Por: Oyxibo , Odete , Luan , Naraicomini e Pilatos

16 de nov. de 2010

Ponto de Cultura Maloca Digital realiza oficina sobre mídia para web


Riozinho, 16 de novembro de 2010.

Durante os dias 16 e 17 de novembro Jovens da etnia Suruí estão participando de uma oficina de ferramentas colaborativa e criação de paginas para Web.
Junto com os Jovens Suruí que participam do Ponto de Cultura Maloca Digital, a oficina ira desenvolver uma página da Web, que tem por objetivo servir como referência para publicação das atividades do Ponto de Cultura.








Ponto de Cultura Maloca Digital

Oficina de Blogger com os jovens indigenas Suruí Paiter
( Em Suruí Paiter )
   Ponto de cultura edena labiway ede soe same magã ena é, ãmi paiter-ey  eyaba amã soemã  awekay a wesãme ena é.
  Ete Ponto de Cultura esed agã toyên Metareilá ey je Maloca Digital esadena Suruí a oilûd-ey akoba  soe eixo mãme esameka ena é, ena aje akoba emi tayaba aweytxa yele same ikim matoh paiter amitor ka ewe same tohta wa ena é.
  Ponto de cultura Maloca Digital sadena oylûd-ey sade Cacoal exiga-ey akoba ena soe same ikim emato polosade computador emi ani eweka ena é, ebo tasadena akoba ajemi asarey ixo mãh, tamaxod ixo mãh, merewa tasade ewe mãh, arixã tase ewe ixo mãh tasadena akobãmemi ena ani é. Ewe ixo magã tasadena computador ka paiter amitor ka , ana te toyxa toyeitxa ani poh ena ani é.
   

( Tradução em português )
O Ponto de Cultura é um programa do governo Cultura viva, que permite um espaço permanente para fazer articulações para as demais atividades.
   Ponto de cultura Maloca Digital  visa a democratizar os jovens indígenas Suruís para produção em multimídias e reapropriação tecnológicas para fins sociais, criando assim uma referência em cultura digital.     
  O ponto Macola Digital tem como finalidade o empoderamento de jovens indígenas do município de Cacoal- RO envolvidos diretamente no projeto comunicação em rede de e capacitação em produção de multimídia, disponibilizando acesso ás tecnologias digitais nas atividades, nos produtos do povo suruí, tais como: artesnato , música, rituais visando visando o fortalecimento da cultura do povo indigena Paiter Suruí. 


Por: Ubiratan Gamalodtaba Suruí
        Luan Mopib gorten Suruí


Clã kaban


Texto em Tupi Mondé:

Paiterey ema clã amakab kaban dana é. Ayab esed daor ena kabaná  epi é, eyab ema amarelo e atira dete ena é. Ete kaban dena apin Cinta Larga ema waled mi é, eyab gatxer ta sadena é, Paiterey pekab nãn ter tasadena é .  Ayab wey sadena ãnyb ama soe namá itxa e né, mun sadena Rondônia ena é, ete masa dena é  Rondolândia Mato Grosso. 

Tradução para Português:  

O kaban é um dos clãs do Povo Paiter Surui. O nome kaban venho de fruta chamado kabaná que é amarelo com gosto azedo. O clã kaban se originou de uma mulher  Cinta Larga que um Paiter Surui catou ou levou do esposo dela quando estava em guerra com os  Cinta Largas, é hoje o clã kaban é a metade da população do Povo Paiter Surui.
O clã kaban também tem duas Associações uma em Rondônia e outra em Mato Grosso (Rondolândia).


Por : FRANCISCO SURUI

Assembléia dos Paiter Surui


Novembro ema 10-12 ekao sade 2010 nã emi Paiterey je awepato tiga awemayãh  Lapetanha ema aldeia ka e. Ate paweitxa we same sa tãhga ina anii  tajena awekay ena e. Neh me same na tajenena e, kalena pagina pamasoden anin, tajena iwekar aweariga ter ena awekay e. One palina kobar boh paweitxa we same ikin pawekabi aniih, iwe dena iwemãh awekay ena e. Ee bo paiterey jena awe kay e, yepala pamasoe maga palade muy poy anim e ewe same maga pawe kabi in.
Ena te awenhan alaba paiterey ema ikay eey jena awekay é, mater pamere dena paweitxa sona xogüih maé, one paweitxa dina iwesore ener sona é. E bo yara de pawentiga etimii paweitxa be dena awesore tem ena e. Kalena nan,paka wena  nan yara dena anen pagay e, ta jena iwe mam aweka e. Etig mi paiterey dena kama pama alamam tene yara sade pagay anin eka mam ena awekay ena e. Ate pala palabiway eey emaga ani in tajena iwekay e. Ena iwe same pagawe dena e. Eebo ekarba ka paiterey jena asaliway etoraga ena e, ena te ikay-eey epi katxer etoraga yaba labiway ematoh nan aye wa yelena ena e, enan yelemin  ee labiway esadena paiterey kabi soena ena e.

(Tradução para o Portuguẽs)
Entre os dias 10 a 12 de novembro de 2010, o Povo Indígena Paiter Surui reuniram na aldeia Lapetanha/Terra Indígena Sete de Setembro, para discutir a política interna do Povo. A intenção é para que o povo possa refletir sobre o processo de funcionamento da política, e a assim construir uma forma de melhoria dessa política para o Povo Surui.
Antes do contato com sociedade não-indígena o Povo Paiter sempre teve sua política tradicional, onde a organização do Povo funcionava conforme o mesmo. E atualmente após o contato os Paiter perceberam a importância de conhecer a forma de funcionamento da política dos não-índios, que hoje também fazem parte da realidade do Povo, assim é necessário para os Paiter hoje ter conhecimento das duas formas de política do tradicional e política dos não-índios. Com essa visão a proposta da discussão na assembleia foi a criação do Parlamento Paiter, para eleger novos representantes do Povo Indígena Surui. Assim foram atingidas alguns resultados importantes da reunião, onde foram criadas a conselho dos mais velhos compostas por todos os clâs dos Paiter (Gameb,Kaban, Makor e Gamir), foi eleito LABIWAY E SAGA (Chefe maior) que é Almir Narayamoga Surui e também foi formado comissão eleitoral composta por todos os clâs, essa comissão ficará responsável pela articulação que irá facilitar para a eleição dos LABIWAY-EY (Líderes) em dezembro de 2010.

Por: Urariwe Surui
 

A HISTORÍA DO CLÃ GAMEB DE RONDÔNIA.

Os gamebey e uns dos grupos clânico que é composto o povo indígena Paiter. Também conhecido como os Surui de Rondônia. Gameb (maribondo preto) em tupi-mondé, idioma falada pelo povo Paiter. E o gamebey e o plural do Gameb significa ( os maribondos pretos). Segundo a historia Paiter, os Gamebey sempre foram os grupos que chefiaram o povo Paiter. Sempre atuando na organização  das festas tradicionais, reuniões, guerras e outras manifestações culturais do seu povo. A fácil relação de amizade e contato se tornou mais confiança e credibilidade por parte de outros grupos clânicos que são: Kaban, Makor e Gabgir. Que os sempre apoiaram. Assim desta forma fortalecendo a sua luta e autonomia em defesa do Povo Paiter.

Autor: Gasodá Surui

26 de out. de 2010

Associação Metareilá inaugura Maloca Digital e índios participam de oficina de inclusão digital

A Associação Metareilá do Povo Indígena Suruí que tem como meta atuar na defesa e preservação cultural e territorial buscando promover a garantia da biodiversidade e formação dos povos indígenas no intuito de construir e fortalecer a sua autonomia fez na manhã desta quinta-feira, em sua sede, localizada no distrito do Riozinho, a inauguração do Ponto de Cultura Maloca Digital.
A Associação é dirigida pelo líder indígena Almir Suruí e nesses dias 06, 07 e 08, está ministrando oficina de Inclusão Digital em Linux e Multimídia “Fotografia e Vídeo”, com jovens indígenas. A oficina está sendo dirigida pelos professores Chicoepab Suruí (Vídeo), Edimar Freires Ferreira (Inclusão Digital) e Sérgio P. Cruz (Fotografia).
De acordo com Almir Suruí, a oficina tem como principal objetivo levar as tecnologias da informação e da comunicação para as aldeias indígenas, preparando os jovens indígenas para contribuir na preservação da cultura e biodiversidade para melhorar o intercâmbio entre todos os povos.
Durante esses três dias da oficina, cerca de dez índios estão participando das atividades que ensina como operar o computador, criaram suas próprias contas de email, publicar notícias sobre a realidade da aldeia e wiki, onde colocaram também algumas informações sobre a aldeia, seu modo de vida, além de manuais com sua própria linguagem, onde explicam os procedimentos para realizar as atividades cotidianas.
Estão previstas oficinas um pouco mais avançadas de edição de áudio e vídeo, montagem de webrádio, criação da página de Internet e navegação dirigida na Internet. Uma outra atividade prevista é a metareciclagem, que deverá culminar com a migração de todos os computadores da aldeia para software livre.
O assessor indígena, Paline Surí, ressaltou a importância da oficina e inauguração da Maloca Digital. “É necessário que esse processo continue e novas etapas sejam realizadas no decorrer do ano. Isso beneficia os povos indígenas que estão se integrando e trabalhando nas diferenças culturais defendendo a biodiversidade”, disse.
Fonte: Cacoal
08/05/2010 - 09:00
Da Prefeitura Municipal de Cacoal

5 de out. de 2010

Matérias para publicar no Blog

Ola pessoal estamos no aguardo das publicações diárias no Blog

JN no Ar visita Associação Metareilá, em Riozinho

Na visita do JN no Ar em Cacoal, a Sede da Associação Metareilá do Povo Indígena Surui foi um dos lugares a ser visitado pelo Jornalista Ernesto Paglia da TV Globo.

28 de jul. de 2010

Os indígenas participam da oficina de criação de paginas para internet e edição de fotografia

Os jovens indígenas dos clãs Gameb, Gabgir e Kaban aprendem utilizar ferramentas de internet para divulgar a cultura Paiter Surui


Durante a oficina de 3 dias, os 19 indígenas estão aprendendo como criar blog e postar os textos, fotos e vídeos. No decorrer da oficina cada aluno terá que criar seu blog e ter noção de como utilizar.

De acordo com instrutor, a oficina “visa desenvolver oficina de criação de paginas para web, ( blog) , para servir como ferramenta de divulgação das atividades desenvolvidas pelo ponto de cultura maloca digital”.

No último dia da oficina os alunos terão oportunidade de aprender como manusear a máquina de fotografia, as configurações e as modalidade de fotos. De acordo com o instrutor “os indígenas estão aprendendo na captura de imagens e edição no GIMP (programa de edição de fotografia em software livre)”.

Cacoal, 28 de julho de 2010.

27 de jul. de 2010

Entrevista com OYXIBO Suruí


Entrevistado: Fabrício
Entrevistador: Oyxib 

Você poderia contar uma historia de um tempo quando você sentiu muito orgulho de sua comunidade? 

sim, eu senti muito orgulho da minha comunidade, quando a minha comunidade começou a plantar árvore de reflorestamento, pois dessa iniciativa que surgiu o fortalecimento de atividades voltadas à proteção de território Surui 

O que você considera importante na sua comunidade? 

Eu considero muito importante, a manutenção da língua materna, pois através dela possamos garantir o uso e manutenção da origem dos Paiter 

Qual semente você poderia plantar na sua comunidade hoje que faria diferença no futuro? 
A semente que eu plantaria e ajudar no fortalecimento e na construção de novos planos a que venha buscar novos caminhos para melhoria da comunidade e principalmente visando em beneficiar os Paiter no futuro através desses planejamento

Qual seria melhor maneira de trocar de informação entre comunidade? 
Através realização de reunião e consulta diretas as comunidades sobre problemas enfrentadas.


    Entrevista com FABRICIO Surui

    Entrevistado: Oyxibo
    Entrevistador: Fabrício

    Você poderia contar uma historia de um tempo quando você sentiu muito orgulho d sua comunidade?

    Sim, porque quando descobri que juntos podemos construir um futuro muito melhor, como por exemplos o projeto de reflorestamento.

    O que você considera importante na sua comunidade?

    O mais importante na minha comunidade, que lutamos juntos, unidos para conseguir e buscar pela melhoria de qualidade de vida para os Paiter.

    Qual semente você poderia plantar na sua comunidade hoje que faria diferença no futuro?

    Na entrevista o colega diz que o reflorestamento já é uma grande iniciativa para o futuro, pois ela cria perspectivas positivas que pode fazer muita diferença no futuro das terras indígenas e assim nas próprias comunidades. Portanto quero continuar plantando a semente da iniciativa do projeto de reflorestamento, considero como uma base de fortalecimento que possa resultar em proteção e gestão de terras indígenas.

    Qual seria a melhor maneira de trocar informação entre comunidade?
    comunidade se reunirem, sempre fazer uma reunião para trocar idéias.



    Entrevista com Ubiratan Suruí


    Entrevistadora: Rebeca Suruí
    Entrevistado: Ubiratan Suruí
    Você poderia contar uma história de um tempo quando você sentiu muito orgulho de sua comunidade? 
    No tempo que eu me senti muito orgulhoso da minha comunidade, quando eles sentiam muito alegre com a vida que eles tinham, a serem índios e também por serem batalhadores na sua cultura e seu povo.

    O que você considera a importância da sua comunidade? 
    A importância que eles não desistam de que seja o que eles são manter a sua origem. 

    Qual semente você poderia plantar na sua comunidade hoje que faria diferença no futuro? 
    Portanto poderia plantar para a minha comunidade uma semente que pode ser plantações frutíferas. Para que um dia eles possam vender para eles e viver nessa vida trabalhando consciência de cada um.
      
    Qual seria a melhor maneira de trocar as informações entre comunidades? 
    Maneiras que eles trocam informações entre conversas e também pelas reuniões, e também eles podem se comunicar. Por isso , porque eles não tem telefones para se comunicar numa aldeia para cada pessoa , precisa reunir em um local.