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6 de jun de 2013

Lideranças Paiter Surui visitam várias experiências de sistemas agroflorestais em Noroeste de Mato Grosso


        Indígenas da etnia Suruí, de Rondônia, Jiahui, do Amazonas, e agricultores familiares de Juruena, no Noroeste de Mato Grosso visitaram duas experiências de sistemas agroflorestais existentes na Gleba Milagrosa, no município de Aripuanã, Noroeste de Mato Grosso. Nestas propriedades, eles viram na prática o plantio e manejo de sistemas agroflorestais com frutíferas, café sombreado e pupunha, além do beneficiamento das frutas para a produção de polpa de frutas e das hastes de palmito, e das sementes de pupunheira para a produção de mudas.
A visita às propriedades com Safs fez parte de um intercâmbio promovido pela Equipe de Conservação da Amazônia (ECAM) e pelo Forest Trends, com apoio da Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (ADERJUR), que desenvolve o Projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental. A Associação Metareilá, do Povo Indígena Suruí, de Rondônia e a Associação do Povo Indígena Jiahui – APIJ, do Amazonas, também participaram do encontro.

       Na propriedade de Lucas de Carvalho os participantes conheceram a produção de polpa de frutas, sobre quais espécies de frutas eram cultivadas, quantidade produzida, mercado atendido e preços por kg de polpa vendida. Seu Lucas produz mudas de frutíferas embaixo da sombra das árvores, a partir das sementes das frutas processadas em uma mini despolpadeira. Já no sítio do Leonildes Petrenko, Nego, foi conhecido o método de poda de renovação da lavoura cafeeira na sombra de 200 pés de mogno e de outras espécies. Outra técnica apresentada foi o manejo de perfilhos (brotos) da pupunheira.
              Somente em 2013, nas duas propriedades, os agricultores Nego e Lucas tiveram renda de 8 mil e quinhentos reais e 5 mil e quatrocentos reais, respectivamente, com a venda das sementes de pupunha para o Projeto Poço de Carbono Juruena. Também comercializaram a produção de palmito dessas áreas para uma indústria da cidade de Aripuanã. Nego também fez 25 mil reais com a venda de hastes de palmito de uma área de apenas três hectares. “Este trabalho tem como base a subsistência das famílias, mas já está gerando uma renda alternativa importante para estes agricultores”, comentou Nilcelio Jiahui, liderança do Povo Indígena Jiahui do Amazonas.  Estou maravilhado com tantas oportunidades, com igualdade para as pessoas nesta região. Tivemos experiências riquíssimas para levar para as nossas comunidades, acrescentou Nilcélio.

Herói da Floresta Paiter


Almir Suruí, líder indígena de Rondônia, foi eleito pela ONU um dos cinco salvadores das florestas do mundo no ano de 2012. A homenagem faz parte do Programa Heróis da Floresta, que seleciona pessoas de todos os cantos do planeta que trabalham de forma heroica para proteger e gerir as matas. 

Vencedor pela América Latina e Caribe, o líder dos índios Paiter-Suruí é famoso por criar iniciativas que visam proteger a floresta e incentivar o desenvolvimento sustentável na Terra Indígena Sete de Setembro, onde vive. Entre elas, o projeto Carbono Suruí, consagrado como a primeira ação indígena de REDD+ do Brasil, e o projeto que desenvolveu em parceria com o Google para utilizar o Google Earth como ferramenta de combate ao desmatamento da Amazônia

Os outros quatro eleitos como Heróis da Floresta pela ONU são: 
- Rose Mukankomeje, de Ruanda (África); 
- Preecha Siri, da Tailândia (Ásia); 
- Hayrettin Karaca, da Turquia (Europa) e 
- Ariel Lugo, dos EUA (América do Norte). 

A cerimônia de entrega do prêmio Heróis da Floresta acontece nesta quarta-feira (11), durante a décima edição do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF), em Istambul. No ano passado, o Brasil também estava entre os ganhadores da iniciativa:Paulo Adario, diretor da Campanha da Amazônia do Greenpeace-Brasil, recebeu o prêmio. A ONU ainda fez uma homenagem póstuma ao casal de extrativistas José Cláudio da Silva e Maria do Espírito Santo, que foi assassinado em 2011, no Pará, depois de receber ameaças de morte por conta do trabalho de proteção à floresta que realizava na região.

POVO PAITER SURUI PODE CRIAR A PRIMEIRA UNIVERSIDADE INDÍGENA BRASILEIRA

Foram quatro dias de experiência, conhecendo a Universidade Indígena da Venezuela. Amir Surui, Ivaneide Bandeira, Arildo Surui e Chicoepab Surui, representando as Associações Kanindé, Metareilla e ECAM, foram conhecer de perto a estrutura da UIV, Universidade Indígena da Venezuela, criada há 12 anos e que acaba de ser reconhecida formalmente pelo governo venezuelano. Foi o ultimo ato, em relação aos indígenas, do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. Até então a estrutura era mantida apenas por voluntários. “Ficamos impressionados com a estrutura que eles mantêm, com o sistema de gestão e os programas adotados”, explicou Ivaneide Bandeira. A UIV atende 100 alunos, de nove povos diferentes. A maioria da etnia Ye´Kawana, mas têm também os Warão, Yukpa, Mako, Shinano, E´ñepa, Huottoa, Jiv, Punê, Karina, Pernon.
Como funciona a Universidade Indígena da Venezuela
Todos os professores são voluntários e a coordenação é indígena. A Venezuela possui o Ministério dos Povos Indígenas, e a UIV é uma universidade singular projetada para oferecer uma modalidade de educação intercultural e experimental para estudantes originários das comunidades indígenas na Venezuela. Ao acessar a conexão por satélite da universidade, que foi disponibilizada pelo programa do governo denominado Infocentros, os estudantes podem usar a internet para compartilhar imagens das atividades, das instalações e da natureza deslumbrante ao redor do campus de 2 mil hectares localizado em Tauca, no estado de Bolívar.

Durante as aulas os alunos aprendem a valorizar a própria cultura, os sistemas de agricultura tradicional, com SAF – sistema agroflorestal, conteúdo comum para todos. “Isso fortalece a relação dos índios com a terra e a natureza”, ressalta Almir Surui.
O conteúdo oferecido inclui além de historia e geografia, sistema de governança política, agricultura, marcenaria, criação de pequenos e grandes animais, como peixes, patos e búfalos.
O mais interessante é que essa modalidade de ensino garante a inclusão dos povos indígenas garantindo um ensino diferenciado, o que não ocorre no Brasil,  ressalta Ivaneide Bandeira. Hoje o sistema, valoriza apenas a cultura do homem branco. O ensino bilíngüe nas escolas indígenas não pode ser considerado diferenciado, apenas replicamos.
Universidade Indígena do Brasil Paiter
A partir dessa visita a Associação Metareila, com o apoio dos parceiros, pretende implantar na cidade de Cacoal, onde hoje está instalado o Centro de Formação Paiter Suruí, a Universidade Indígena do Brasil Paiter Suruí, garante Almir Suruí, líder maior dos Paiter Suruí. Mas essa universidade será para indígenas e não indígenas, explica Ivaneide Bandeira. A idéia é incluir as duas culturas e atender a todos os públicos. Essa ação faz parte do Plano de gestão 50 anos do Povo Paiter Suruí.
Centro de Formação Paiter Surui
Já temos muitos indígenas fazendo curso superior nas faculdades e universidades espalhadas pelo Estado, mas com uma universidade indígena vamos fortalecer a relação dos índios com a terra e a natureza, já que o conteúdo vai valorizar a cultura dos indígenas.

ALMIR SURUÍ DECIDE AJUDAR NA CAMPANHA DE DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA INDÍGENA

O objetivo da campanha nacional de medula óssea é ampliar o cadastro de doadores voluntários e facilitar o tratamento de quem sofre de leucemia.


O líder Paiter veio a Porto velho, a convite da direção do Hospital do Cancêr de Barretos. Na capital, juntamente com a esposa Ivaneide Bandeira, gerente de projetos da Associação de defesa Etnoambiental Kanindé, recebeu informações sobre a campanha de doação de medula óssea, lançada pelo Ministério da Saúde. O objetivo da campanha nacional de medula óssea é ampliar o cadastro de doadores voluntários e facilitar o tratamento de quem sofre de leucemia.

Hoje o cadastro nacional conta com 350 mil amostras de medula.
O que é leucemia
A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos), geralmente, de origem desconhecida.

Tem como principal característica o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais.

A medula é o local de formação das células sanguíneas e ocupa a cavidade dos ossos, sendo popularmente conhecida por tutano. Nela são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos, aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas.
Estimativas de novos casos: 8.510, sendo 4.570 homens e 3.940 mulheres (2012).

Número de mortes: 5.935, sendo 3.202 homens e 2.733 mulheres (2010)
Com esse encontro em Porto velho o objetivo do Hospital do Cancer de Barretos, através da Fundação Pia XII, é estender a campanha aos povos indígenas. A necessidade partiu de um caso específico em tratamento na cidade de Barretos, do garoto Rhikelme da etnia Macuxi, que faz tratamento de leucemia linfoide, cujo tratamento é o transplante de medula.

“A dificuldade para se encontrar um doador compatível para um branco é de uma em 100 mil, já para um indígena é praticamente impossível, no banco de dados nacional, explica Rafael Cita, um dos diretores do Hospital do Cancer de Barretos”. 
Almir e Ivaneide ficaram sensibilizados e se comprometeram a ajudar a encontrar doadores primeiro para Rhikelme.

“Já estamos entrando em contato com lideranças da etnia Macuxi em Roraima, e vamos tentar encontrar alguém compatível para ajudar Rhikelme” explicou Almir Surui.
De acordo com a gerente do Hospital do Câncer, unidade Porto Velho, Raquel Keller, atende por dia 300 pacientes.

“Entre esses pacientes temos 35 que são indígenas, de várias etnias fazendo tratamento contra o câncer”, complemente Raquel Keller.
Ampliação da campanha
A ampliação da campanha de doação para povos indígenas é uma demanda do próprio ministério da saúde. O apoio de Almir Surui foi apenas o primeiro passo dado pelo Hospital do Cancer da Barretos. ”Por causa da tutela dos indígenas, a coleta de material sanguíneo dos indígenas vai depender de autorização da FUNAI, através do Ministério da Justiça”, enfatizou Ivaneide Bandeira, que trata da questão indígena há mais de 20 anos, desde que foi criada a Associação de defesa Etnoambiental Kanindé.
Passo a passo para se tornar um doador
-Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
-Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5 ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
-Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
-Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
Caso você decida doar

Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).
Onde e quando doar

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados.
Como é feita a doação

Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.
Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.
Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples.

Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.


O PLANO DE GESTÃO DO POVO PAITER SURUI É APRESENTADO NO MERIDA-MEXICO



O Povo indígena Paiter Surui da Terra Indígena Sete de Setembro, localizado próximo a município de Cacoal no estado de Rondônia. Por meio da Associação Metareilá e por intermédio do Gasodá Surui, Turismólogo e Coordenador de Cultura Paiter na Associação Metareilá participou entre os dias 07 a 09 de maio de 2013 na cidade de  Mérida - México, "o SEMINÁRIO  LEARNING EXCHANGE: SOCIAL DIMENSION OF REDD+. O evento foi realizado no Salão Nobre do hotel Hyatt Regency Mérida, promovido pela TNC - The Nature Conservancy's 
 
Durante o evento tivemos a  oportunidade de apresentar para o Publico participantes o Plano de Gestão de 50 anos do Território Paiter, e os projetos que pretende desenvolver ou já desenvolve junto com as comunidades Paiter através da sua Associação e sob o acompanhamento e entendimento do seu Sistema de Governança que e o Parlamento Paiter. A participação no Seminário foi muito importante, onde pudemos ver e compartilhar as experiências de outro povos de vários países do mundo que trabalha com a questão de Sustentabilidade no ambiente em que vive


Medição de carbono na Terra Indígena Sete de Setembro Paiter Surui, Cacoal-RO

            Quatro técnicos da empresa Imaflora, que certifica manejos agrícolas e florestais, estiveram na terra indígena 7 de Setembro para avaliação da quantidade de carbono neutralizada por meio da manutenção da floresta em pé. Esta parte é a chamada ‘audição’ do projeto carbono suruí e está em fase avançada. Os técnicos estimaram que os suruís propiciaram, através da preservação florestal ao longo dos últimos quatro anos, 252 mil toneladas de créditos de carbono. A medição é feita por profissionais que também trabalham com outros projetos semelhantes no país, no entanto realizados por não índios. Os suruís são pioneiros em projeto ambiental neste sentido no Brasil e no mundo, Segundo estimativa dos técnicos cada tonelada de carbono vale U$ 10 dólares. A cada quatro anos o dano ambiental é neutralizado revertendo problemas ambientais decorrentes da poluição e efeito estufa.
O líder indígena e idealizar do projeto, Almir Suruí, acompanhou a ação com entusiasmo. Segundo explicou há várias empresas do Brasil e do mundo interessadas na compra de créditos de carbono. Após a certificação da empresa, nos próximos dois meses acontecem as negociações para a comercialização do carbono.
PROJETO
A dinâmica funciona como uma compensação ambiental. As empresas poluidoras compram créditos de carbono para minimizar o dano ambiental provocado pela produção. Algumas interessadas no negócio são fabricantes de veículos, empresas de cosméticos e outros. “Através do projeto a gente visa criar uma consciência mais verde nas empresas que são poluidoras”, disse.
Projeto surge para atender necessidades urgentes
A ideia a partir do projeto carbono suruí é utilizar os recursos provenientes da compensação ambiental em prol dos próprios indígenas. Ao todo 1,4 mil indígenas vivem nas terras 7 de setembro, em Cacoal. A partir do plano dos 50 anos de desenvolvimento, serão postas em práticas ações pontuais para benefício dos suruís, entre as quais: Proteção do território, organização e fortalecimento para produção sustentável de artesanato, castanha e outros produtos da agricultura familiar e valorização cultural. “Se a gente continuar conservando os suruís só tem a ganhar, com exemplo de sustentabilidade”, enfatizou o líder suruí.
Atualmente os indígenas já disponibilizaram 20 toneladas de castanha para comercialização com uma empresa situada em Juína, no Mato Grosso. Uma cooperativa de mulheres daquela localidade compra o produto para produção de óleo, farinha e macarrão produzidas a partir da castanha. Além disso os suruís já tem um selo, uma logomarca para comercialização de artesanato e produtos típicos da cultura indígena. A forma de comercialização destes produtos e recursos para este fim também devem ser obtidos a partir da venda de créditos de carbono. Almir Suruí disse que a expectativa pela aprovação do projeto era grande, e todos estão satisfeitos. “Eu tinha certeza que o projeto de carbono suruí estava dentro dos critérios estabelecidos, então realmente quando o trabalho é avaliado pela auditoria, trás uma grande expectativa”, observou.
Meta é atingir até 2020 a neutralização da poluição
O Brasil tem um meta a atingir até 2020 de neutralização da poluição, por meio da venda de créditos de carbono. A iniciativa dos suruís deve ajudar o país neste sentido, conforme enfatizou o líder. “A gente tem certeza que pode ajudar o país a atingir a meta, em reconhecimento disso a gente espera apoio do governo dentro de políticas públicas e investimentos”, enfatizou. As áreas prioritárias, que necessitam de auxílio governamental são a saúde, educação e melhoria das estradas de acesso.

Projeto dos índios Paiter Surui em Rondônia gera créditos de carbono

         O Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) acaba de concluir a verificação do primeiro projeto de REDD+ (redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal) em área indígena do mundo: o Projeto de Carbono Florestal Suruí, da Terra Indígena Sete de Setembro, do povo paiter-suruí, localizada nos Estados de Rodônia e Mato Grosso.
   
      De acordo com os profissionais do Imaflora que acabam de voltar da verificação, o desmatamento foi efetivamente reduzido na região, durante o período de 2009 a 2012, gerando créditos de carbono, que poderão ser comercializados no mercado voluntário.
   O projeto validado tem duração de 30 anos e irá até 2038. Ele tem como meta conservar a área de 12 mil hectares de mata e evitar a emissão de cerca de 7 milhões de toneladas de CO2. Faz parte da estratégia dos paiter-suruís para gerar recursos para financiar o seu plano de gestão para os próximos 50 anos.
         O Imaflora utiliza os sistemas VCS e CCB para validação de projetos de carbono. A ONG trabalha para promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e para gerar benefícios sociais nos setores florestal e agropecuário.
         Os empreendedores sociais Almir Narayamoga Suruí, da Associação Metareilá, e Luís Fernando Guedes Pinto, do Imaflora, foram finalistas do Empreendedor Social 2012 e integram a Rede Folha de Empreendedores Socioambientais.

1 de jun de 2012

No início do mês de maio os representantes das Associações Clânicas e do Parlamento Paiter Surui tiveram reunião com delegado da Policia Federal, o responsável pela Operação Arco de Fogo. Na oportunidade foi entregue a carta de denuncia e reivindicações dos mesmos. Delegado garante que será providenciado com maior atenção e urgência os pedidos. E foram encaminhados as copias da carta para FUNAI de Brasília, Ministério Público Federal – RO e Equipe Técnica Federal (Programa de proteção aos defensores dos Direitos Humanos).

Fonte: paiter.org

A visita se encerra com o compromisso de Bianca Jagger de defender os direitos indígenas e das populações atingidas

Logo após a visita na Terra Indígena Sete de Setembro, do Povo Paiter Surui, Bianca Jagger, Ex-mulher de Mick Jagger cumpre sua agenda em Porto Velho. Aonde foi dada uma entrevista nas impressas local e uma visita ao chefe da Casa Civil o Sr. Juscelino Batista, e na oportunidade Almir Surui falou da situação dos indígenas no Estado, Ivaneide Bandeira falou sobre os impactos nos índios isolados, Eliezer falou sobre a questão dos quilombolas, Edjales sobre a necessidade do Governo esta atento as questões ambientais e Bianca Jagger sobre os impactos das hidrelétricas sobre os indígenas e população ribeirinha.
Depois se reuniu com os representantes do movimento sociais da cidade. Os mesmos relataram como estavam sendo prejudicados pelo impacto das hidrelétricas, que muitos ribeirinhos estavam perdendo suas casas e foram entregue vários documentos a Bianca Jagger.
E juntamente com os representantes dos movimentos que estavam na reunião e Bianca Jagger, vê de perto a destruição causada pelas barragens nas casas dos ribeirinhos do bairro Triangulo.

Ao termino de passeio de barco foram direto para o aeroporto para Manaus para participar do Fórum Mundial de Sustentabilidade onde Almir e Bianca tinham uma palestra a fazer.

Fonte: paiter.org

6 de fev de 2012

I ENCONTRO DO CORREDOR TUPI MONDE

   O I encontro dos falantes do Tupi Mondé é uma iniciativa para construir entendimentos coletivos sobre a gestão do referido corredor, entre as etnias: Paiter Surui, Zoró, Cinta Larga, Gavião e estendendo participação da etnia Arara - que vivem na Terra Indígena Igarapé Lourdes.
  O encontro tem como objetivo, promover a discussão sobre a gestão Etnoambiental e Cultural do Corredor Tupi Mondé.
   

15 de dez de 2011

Almir Surui pede “mais ação e menos discussão” para líderes internacionais

Almir Surui palestrando em Abu Dabhi " 
   
Cerca de mil pessoas de diversas partes do mundo presenciaram na tarde de ontem (13) à palestra do líder indígena Almir Surui no Eye On Earth Summit, que acontece desde o dia 12 em Abu Dabhi, nos Emirados Árabes. O chefe maior do povo indígena Surui discursou perante líderes ambientalistas de diferentes nacionalidades sobre a importância da proteção e conservação dos territórios indígenas e do meio ambiente no Brasil, utilizando como base a história do seu povo. Esse foi o 31º país que o indígena visita, desde que começou a divulgar e apresentar a cultura do seu povo para outros países.

“Os Suruis fazem uma importante gestão e utilização de suas florestas. É essencial destacarmos em eventos como esse os serviços que as florestas oferecem. Queremos contribuir na construção de um modelo de conservação para o mundo e mostrar que o que fazemos pode ser usado por outras aldeias e etnias no Brasil e em outras localidades”, explicou Almir em sua apresentação, que aconteceu horas depois da palestra do ex-presidente norte-americano Bill Clinton.

Almir Surui falou também sobre os atuais projetos que o seu povo vem desenvolvendo como o Carbono Surui, que tem o objetivo de preservar e conservar as florestas de seu território por meio da venda de créditos de carbono e por meio do reflorestamento. Outra atividade importante realizada atualmente também foi a formulação de um plano de gestão territorial para os próximos 50 anos. “Acredito que nós temos que fazer nosso futuro e não esperar por ele. Por isso pretendemos conservar e proteger a nossa floresta para que as próximas gerações possam desfrutar dela da mesma forma que aproveitamos hoje”, disse o líder à imprensa local após sua palestra.

Além de mostrar a história e os projetos do seu povo, o cacique Suruí criticou a postura das autoridades internacionais em importantes eventos internacionais como o de Abu Dabhi e o de Durbain, que acabou de sediar a COP-17. “Temos que aproveitar momentos como esse para pensar em soluções reais para o desenvolvimento sustentável do mundo. Não podemos ficar apenas discutindo, temos que agir também”, ressaltou.

O Eye On Earth Summit acontece até o dia 15 e tem o objetivo de reunir líderes mundiais para que sejam apresentados alguns dos maiores desafios enfrentados pelo planeta atualmente, no que diz respeito à sustentabilidade ambiental e social. Além disso pretende-se desenvolver uma Declaração, ao final do evento, com a assinatura de todos os participantes, que será apresentada no Rio + 20, em 2012. Espera-se que cerca de 1,2 mil pessoas passem pelo Abu Dabhi National Exhibition Centre (ADNEC) nesses dias.

Além das palestras, o local conta também com um salão que exibe exposições de diversos projetos internacionais, de empresas e Ongs, ligados à conservação do meio ambiente. Dentro do tema inovação, os Suruis ganharam um quiosque em que os visitantes podem conhecer um pouco melhor a história dos indígenas, por meio de vídeos e publicações.

Para mais informações sobre o evento acesse: www.eyeonearthsummit.org

Fonte: Frederico Schlottfeldt, direto de Abu Dabhi
Equipe de Conservação da Amazônia - Ecam

7 de dez de 2011

O POVO VERDADEIRO, NÓS MESMOS

    Desde 1968, quando Nós, os Painter, começamos a ter contato "oficial" com o homem branco, as relações com não-indígenas vêm provocando profundas mudanças em nossa sociedade. Essas mudanças, porém, não apagaram o nosso espírito guerreiro, que nos motivou a lutar pelo reconhecimento e integração de noso território.Em nossa história recente, nossa terra tem sido extremamente ameaçada pela violência do programa Polonoroeste, a corrupção e omissão das agências do governo e pela invasão não-autorizada de pessoas aleatórias, tais como madeireiros e mineiros.Lutando como podemos contra estas adversidades.

    Nós, os Paiter, junto com os povos da Floresta, estamos determinados a manter nossa cultura e nosso meio-ambiente vivos.


Fonte: paiter.org
By; Ubiratan Gamalodtaba Surui

28 de nov de 2011

Ponto de Cultura Maloca Digital aderi a Distribuição Multimídia juntaDados


Foi ao som de muito rap regional dos grupos, Comunidade Manoa, F2 e Beradelia que durante os dias 22 a 25, os jovens indígenas Paiter Surui poderão experimentar as inovações e vantagens da distribuição multimídia juntaDados, que disponibiliza as principais ferramentas para produção multimídia e audiovisual voltada as atividades dos Pontos de Cultura.

Um Sistema Operacional completo e livre baseado no GNU/Linux têm como objetivo simplificar e facilitar as atividades de produção audiovisual dos Pontos de Cultura e ações de Inclusão Digital e Cultura Digital. Esta Distribuição GNU/Linux possui as principais ferramentas para escritório, produção de conteúdo de Áudio, Vídeo, Imagem e Texto escolhido através de levantamentos feitos em Pontos de Cultura e Ações de Inclusão Digital.

Todos os códigos-fontes, das ferramentas livres e do kernel Linux, estão disponíveis livremente nos repositórios Ubuntu para download ou em sites na Internet.

É desenvolvido pelo Pontão de Cultura Digital da Bahia sediado na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), conveniado pelo Ministério da Cultura no final de 2008 através do Programa Cultura Viva e tendo iniciado suas atividades em Janeiro de 2009. Desde Janeiro de 2010 os integrantes do Pontão de Cultura Digital juntaDados continuam suas atividades de forma voluntária.
  Distribuição GNU/Linux juntaDados é um dos diversos produtos desenvolvidos pela equipe do Pontão que buscam facilitar a produção, difusão e capacitação em ferramentas audiovisuais peos Pontos de Cultura do Brasil.
O Projeto Maloca Digital tem como finalidade o empoderamento de jovens indígenas do município de Cacoal-RO envolvidos diretamente no projeto na apropriação de tecnologias digitais, através do uso de software livre, comunicação em rede e capacitação em produções de multimídia, articuladas com ações de conservação ambiental na realidade local.
Neste sentido o projeto tem como meta a montagem e manutenção de 01 centro de produção e difusão de multimídia (áudios, vídeos, textos e imagens) denominado Maloca Digital, visando à capacitação para produção de pequenas mídias digitais, além de serem espaços para atividades de arte-educação, transversalizando com educação ambiental, para tal, utilizaremos o conceito de pegada ecológica.





















































 













21 de nov de 2011

O caminhar até Projeto Carbono Suruí

    Os índios Suruí lutam pela conservação de seus recursos naturais e trabalham para a implantação de projetos que visem à recuperação e ao fortalecimento de seu território.
    Na última década, os Suruí, orientados pela liderança Almir Suruí, elaboraram um plano estratégico de 50 anos de conservação, proteção e sustentabilidade de suas terras.
    A Terra Indígena Sete de Setembro, alvo do projeto, localiza-se próximo aos municípios de Cacoal e Espigão d’Oeste, no estado de Rondônia, e avança até o estado do Mato Grosso.  Tem área aproximada de 249 mil hectares e população de cerca de 1,3 mil habitantes.
    As novas tendências de valoração econômica dos recursos naturais, com o intuito de manter a floresta em pé para a produção de serviços ambientais, são alguns dos principais motivos que levaram à criação do Projeto Carbono Suruí.

    A seguir apresentaremos em imagens, as atividades feita pelas associações indígenas do Povo Suruí, até chegar no Projeto Carbono Suruí. Destacar extremo apoio dos Parceitos da Associação Metareilá.














  Destacando ainda que as imagens foram feitas a partir de uma apresentação do Almir Naraymoga Surui, apresentando seu povo.

12 de nov de 2011

Projeto Carbono Florestal Suruí está disponível para consulta pública

Até o próximo dia 16 de novembro, o Projeto Carbono Florestal Suruí (PCFS) estará sob consulta pública no site da Climate, Community & Biodiversity Allliance. O PCFS é um projeto de REDD+ desenvolvido pela Associação Metairelá do Povo Indígena Suruí e visa conter o desmatamento e as respectivas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em uma área sob forte pressão de desmatamento dentro da Terra Indígena Sete de Setembro (Rondônia e Mato Grosso), atacando suas duas raízes principais, que são a falta de alternativas econômicas para garantir o bem estar dos Suruí e a entrada de atores externos para conduzir atividades ilegais.

A região da TI está localizada em um dos principais focos do chamado “arco do desmatamento” na Amazônia Legal brasileira, e apresenta uma grande expansão de propriedades rurais consolidadas, que demandam novas áreas de floresta para atividades agrícolas. As florestas nessas regiões se restringem predominantemente dentro das áreas protegidas e a atividade madeireira tem avançado para o norte desde o início da década de 2000.

O PCFS foi idealizado como uma iniciativa pioneira pelos próprios Paiter Suruí, através da Associação Metairelá, na busca por mecanismos financeiros que garantam a implementação de uma estratégia de conservação florestal, melhoria da qualidade de vida das populações e resgate de sua cultura tradicional. O projeto baseia-se em quatro eixos temáticos: Fiscalização e Meio Ambiente; Segurança Alimentar e Produção Sustentável; Fortalecimento Institucional; e Desenvolvimento e implantação de um mecanismo financeiro, batizado como Fundo Suruí.

O Idesam assumiu, em 2009, a coordenação técnica na construção do cenário de linha de base do PCFS e ficou responsável pela elaboração do Documento de Concepção do Projeto (DCP), assim como sua validação e verificação nos padrões VCS e CCB. O Instituto também coordena os inventários de biomassa e carbono e apoia o monitoramento florestal do PCFS (sensoriamento remoto). Também são parceiros do Projeto Carbono Suruí: Associação Kanindé, ACT-Brasil, The Katoomba Group, Forest Trends e FUNBIO.

O PDD do PCFS está disponível no site do CCB (Seção CCB Projects), nas versões em inglês e português. Se desejar contribuir, comentários e sugestões podem ser enviados até o dia 16 de novembro.

Imaflora conduz validação junto a CCB e VCS
O Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) é a instituição que está conduzindo o processo de validação junto aos padrões CCB e VCS (Padrão de Carbono Verificado). No site do instituto (www.imaflora.org) pode ser feito o download do PCFS e do questionário de avaliação, que poderá ser enviado até o dia 24 de novembro.

1 de nov de 2011

Visita da USAID de Brasil na Aldeia Suruí

Almir Surui presenteando a Magali
   Nos dias 22 e 23 de Outubro os Paiter Surui recebe a visita da USAID (States Agency for International Development), embaixada dos Estados Unidos de Brasília na Terra Indigena Sete de Setembro. Chegando no fim de tarde ao local (espaço de Feira Cultural Kaban), aonde as comunidades da Aldeias Lobó, Tikã, Lapetanha, Joaquin e Amaral  estavam esperando a sua chegada Magali e Maximiliano da USAID, são presenteados  pelo Lider Maior do Povo Indígena Paiter, Almir Naraymoga Suruí. " Agora vocês estão batizados de Suruí", diz Almir ao entregar o colar aos visitantes.
Paiter dançando

   Para mostrar o que fazem no dia-a- dia, os lideranças Paiter cantaram uma música Paiter em especial para o pessoal da USAID. Enquanto isso Magali e Maximiliano também são convidados para dançar juntos com os Surui. Depois disso, o pesoal foram pra Aldeia Lapetanha onde Hospedaram-se. 
visita ao Reflorestamento PAMINE
    No dia seguinte, acompanhado de Almir Surui e Ivaneide Bandeira, os representantes da USAID tiveram oportunidades de conhecer vários locais de reflorestamento PAMINE (Renascer da Floresta). A USAID que é um dos apoiadores e parceiro da Associação Metareilá no projeto Garah Itxa (Juntos com a Foresta), são orientados pelo Almir no decorrer da visita ao reflorestamento. Detalhadamente Almir fala nome de cada espécies de plantas que foram plantadas pelos Paiter.
Visita ao reflorestamento.  
  Outros espaços de reflorestamento também foram visitados pela USAID, como o reflorestamento dos clã Gabgir do Instituto Yabner e também o reflorestamento do clã Kabaney da Associação Kabaney. Foram visitados também o viveiro de mudas do Projeto PAMINE e também a Maloca tradicional onde o Povo Suruí (gamebey) pretende criar uma universidade dentro da terra Indígena para comunidades Suruí tanto quanto para populações nao-indígenas.

Fazendo pintura no Max
   No final de tarde no encerramento do segundo dia, os Paiter Surui, Agamenon Gamasakaka Surui (Ancião do Povo Surui) fez uma pintura na Magali e por sua vez João Lawad Surui (coordenador do Instituto Yabner) fez uma pintura no Maximiliano.


Consórcio Garah Itxa capacita representantes de associações indígenaS



Participantes aprendem sobre atividades econômicas sustentáveis em terras indígenas
Curso Garahitxa
Foto: Acervo IEB



Participaram do curso 18 representantes de associações indígenas dos povos Suruí, Zoró, Gavião, Jamamadi, Jiahui, Mura, Parintintin, Tucano e Tupari que atuam no Corredor Etnoambiental Mondé-Kawahiba.
No dia 16 de setembro, aconteceu o encerramento do Curso Atividades Econômicas Sustentáveis em Terras Indígenas, na cidade de Cacoal, Rondônia. O curso foi uma iniciativa do Consórcio Garah Itxa que, com o apoio da USAID/Brasil, busca fortalecer os povos indígenas situados no Corredor Etnoambiental Mondé-Kawahiba, situado no sul do Amazonas, no leste de Rondônia e no noroeste de Mato Grosso.
Por meio de um processo de ensino e aprendizagem que valorizou práticas e saberes dos povos indígenas, os participantes partiram da suas próprias experiências e conhecimentos para construírem uma compreensão mais ampla sobre sua inserção no contexto do mercado capitalista.
O curso, que teve instrutores e palestrantes indígenas e não indígenas das mais variadas formações, formou indígenas com capacidade de refletir sobre a situação socioeconômica do seu povo e estimulou a promoção de ações produtivas sustentáveis em terras indígenas.
Além de incitar uma reflexão sistemática individual nos participantes sobre a realidade de seus respectivos povos indígenas, o curso também promoveu a realização de um diagnóstico socioeconômico coletivo da região do Corredor Etnoambiental Mondé-Kawahiba.